30.12.09

Feliz Tudo Novo!

Foi mais rápido e mais intenso que os outros anos... Foi um ano de transformações e de situações inesperadas, inimagináveis. Foi sem dúvida um daqueles anos que passam, mas deixam mudanças permanentes.

Foi um ano estranho, cheio de contradições. Reencontrei muitas pessoas que não queria e não revi quase ninguém que queria muito. Conheci amigos, me surpreendi com alguns, desconheci outros tantos, me decepcionei com a maioria. Respondi perguntas do passado e arrumei um monte delas para o futuro. Descobri meu irmão e redescobri minha família. Me perdi em casa, me encontrei longe dela e voltei dentro de mim. Experimentei o gosto mais amargo da decepção e o mais delicioso dos sabores da conquista. Aprendi a pensar mais em mim e menos em quem não tem a menor importância.

Neste ano chorei, gritei, briguei, abracei, ri, ansiei, corri, sofri muito mais que o normal. Fui mais mãe, mais filha, fui mais eu ao extremo, tanto no terrível quanto no quase perfeito.

Mudei.

E daqui para frente os anos não correm mais, eles voam! ;)

4.12.09

Honra ao Mérito

"Brazil sent 50 strippers and a pound of blow", foi a frasezinha indigesta que o ilustríssimo Robin Williams soltou há alguns dias atrás sobre a escolha do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016. Gostei? Não, nem um pouco. Mas tampouco o culpo.

Experimente entrar num site internacional de relacionamento e dizer para qualquer gringo que você é brasileiro. Com conhecimento de causa posso garantir que as perguntas mais frequentes giram em torno de sexo, futebol e pobreza. Essa é, infelizmente, a imagem que a maioria das pessoas tem de nosso país. E vai fazer o quê?! Quando um italiano me escreve dizendo que eu "pareço bem calma para uma brasileira", respondo como?

O curioso é que em todos os lugares mundo afora, drogas, libertinagem e violência são questões presentes. Mas talvez o ponto chave seja que em outros países esses problemas não são lá motivo de muito orgulho. O Brasil não só deita e rola em cima do que está errado, como faz questão de mostrar que tudo acaba em Carnaval. Brasileiro malandro, espertinho, debochado... Estão reclamando de quê? Essa é a nossa admirável cultura. Nosso principal atrativo turístico são as bundas de Copacabana, oras!

Posso até estar sendo injusta com a minha pátria, mas nada me tira da cabeça que maior do que o complexo de superioridade ao qual os americanos se permitem, é a desmoralização a qual nós nos permitimos.

Sem Palavras

Responde para mim aí, tio Will:

"As palavras são como os patifes desde o momento em que as promessas os desonraram. Elas tornaram-se de tal maneira impostoras que me repugna servir-me delas para provar que tenho razão."

Muito obrigada.