Evoluía como tinha de ser: Encontros, praia , presentes, ciúmes, parentes, dezenas de telefonemas. Ela se arrumava, mesmo sabendo que ele a cobriria de elogios de qualquer forma. Ele se esforçava para não ser infantil e convencê-la de que era interessante. Não sabiam exatamente o quão comprometidos estavam, por isso evitavam demonstrações de afeto em público e conversas profundas demais sobre si mesmos.
O tempo se passava e assim como o compromisso se firmava, o vazio se estabelecia. Mas, àquela altura ela já não se incomodava em ficar na superfície, a comodidade da rotina parecia suficiente.
E num dia até então igual a todos os outros, ele impulsivamente deixou escapar: Eu te amo. Com o coração disparado, sentia-se apreensivo como nunca antes. Já ela encontrava-se muda, deixando que aquele silêncio perturbador se fizesse resposta.
- Queria que você gostasse de mim.
- Eu também... eu também queria.
Há 5 anos